Proposta Pedagógica

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SISTEMA PREVENTIVO: MAIS DO QUE UM MÉTODO, UMA PROPOSTA DE VIDA.

 

Dom Bosco deixou como herança aos Salesianos o Sistema Preventivo, método educativo baseado inteiramente na razão, na religião e na "amorevolezza", palavra sem tradução na língua portuguesa que alguns identificam como bondade. Pode-se dizer que esse é "o evangelho em termos de pedagogia". Os educadores devem estar presentes fraternalmente no meio dos jovens, em seus grupos e atividades.

O Sistema Preventivo se identifica com o espírito salesiano. É ao mesmo tempo, pedagogia, pastoral e espiritualidade. É a criação mais original de Dom Bosco, nome e sobrenome da educação salesiana. Mas não é uma exclusividade. Outros educadores, antes e em concomitância com Dom Bosco, já haviam divisado a preventividade como fulcro da educação, mas Dom Bosco deu-lhe alma, pôs-lhe dentro algo seu.

Há uma estreita relação entre prevenção e educação. Prevenir não é somente evitar o mal, mas antecipar o bem: dois conceitos fundamentais em educação. O projeto de educação tem como centro a pessoa, na singularidade de sua existência e quer ajudá-la a realizar o próprio projeto de vida. O Sistema Preventivo pode, portanto, ser definido como caridade pedagógica. A caridade pedagógica demonstra ardor, tato, bom senso, equilíbrio e afeto, sabedoria paterna que ensina a afrontar a vida.

É a escolha racional de um amor de privilégio, guiado pelo princípio da maior necessidade, um princípio máximo/mínimo: dar o máximo àqueles que da natureza e das circunstâncias conseguiram o mínimo. Dom Bosco não quer bem para educar, mas educa porque quer bem. E, no querer bem e no querer educar, parte da razão e da religião. Daí os três pilares do Sistema Preventivo: amor, razão e religião.

AMOREVOLEZZA (amor, caridade, amizade, ternura e amabilidade): assegura a plenitude de expansão vital, a capacidade de resposta ao afeto. O amor impregnado de discernimento e compreensão humana, de ternura paterna e fraterna, que faz o educador viver a vida dos educandos. Família (ambiente de família) e alegria são os dois postulados da amorevolezza. Não existe amorevolezza em concreto, sem um ambiente e um clima de família, de confiança cordial e afetuosa. Amar é querer bem, mas quer bem quem quer o bem, o que é bem, tudo o que é bem para todos, para cada um, em cada momento, circunstância e necessidade, por toda a vida. O amor dá força, determinação, coragem nos momentos árduos para querer o bem.

RAZÃO: relacionamento interpessoal, ilumina a compreensão dos fatos da existência, dos fundamentos das exigências morais. Com a razão Dom Bosco completa o amor com a compreensão profunda e concreta das necessidades, das exigências, das expectativas das pessoas e o transforma em programas completos e, ao mesmo tempo, concretos de vida.

RELIGIÃO: horizontes humanos e divinos de amplitude sem confins, forma o jovem para o convívio humano e social e para o seu destino transcendente, respeitando-se a diversidade de religiões e crenças. Dom Bosco revelou e comunicou concretamente aos jovens o amor divino que é manancial da fé, de caridade, de amor-doação, de alegria, de oração e celebração, de festa, de diálogo, de perdão, e que ele transformou em projeto de vida, visando uma vida honesta e útil, digna e feliz. A espiritualidade é a atitude que alicerça a vida conscientemente vivida, na relação com o transcendente, tornando-se força propulsora para a ação.

A proposta salesiana inclui um empenho particular para prevenir e livrar o amor, a razão e a religião dos desvios e dos condicionamentos que impedem ou bloqueiam o desenvolvimento integral dos jovens. Eis um pequeno elenco desses desvios:

- Com relação ao amor: egoísmo, relações mecânicas, anônimas, despersonalizadas entre as pessoas, redução da pessoa em função do sistema de produção, idolatria da lógica e da organização, promoção da convivência na base da competitividade, valorização maior do produzir do que do ser, existência de uma ambiciosa vontade de domínio e de poder, redução dos valores ao bem-estar e ao consumismo, identificação do amor somente com o prazer.

- Com relação à razão: absolutização do que é relativo até negar todo absoluto, impedir a livre reflexão pessoal, negação de espaços para o silêncio, a contemplação e a gratuidade, bombardeio das mentes das pessoas através dos meios de comunicação de massa, semeando nelas somente superficialidade, desenvolvimento da razão humana exclusivamente com capacidade de conhecer, idolatria da técnica, cuidado do pensamento humano somente em vista da eficácia e da funcionalidade, identificação da cultura como bagagem de informações.

- Com relação à religião: falta de liberdade religiosa; privatização da religião na sociedade; propostas religiosas alienantes; cultura do barulho, pressa e superficialidade; clericalização da Igreja; linguagem religiosa abstrata e desencarnada; celebrações enfadonhas e ritualistas; dicotomia entre fé e vida.

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